Cicatrizes inestéticas

Elas podem ser agrupadas em 4 grupos: cicatriz hipertrófica; cicatriz alargada, discromias e quelóides

Cicatriz hipertrófica

Cicatriz espessa, porém não ultrapassa as margens da lesão. Existe um desordenamento das fibras de colágeno. Frequentemente melhora com o tempo, reduzindo sua espessura. Tratamentos podem ajudar a acelerar esse processo. Geralmente relacionada com esforço precoce na área de cicatriz.

Tratamentos

1. Curativos Compressivos
2. Placas ou géis de silicone
3. Uso de produtos tópicos e massagens
4. Cirurgia. Muitas vezes associada a outros tipos de tratamentos que visarão diminuir a recorrência da cicatriz hipertrófica. 
5. Injeções de corticóides: são aplicadas no interior da cicatriz.

Cicatrizes alargadas

Muito semelhante a estrias, tem a pele bem fina e frouxa e podem estar abaixo do nível da pele (rasa). Geralmente podem acontecer em áreas de maior tensão de pele. Também estão relacionadas com esforço precoce na área de cicatriz.

Tratamentos

Cirurgia associada a curativos de contenção.

Cicatrizes discrômicas

Cicatriz que apresenta cor diferente a tonalidade da pele. Podem ser hipercrômicas (escuras) ou hipocrômicas (mais claras). É importante que estas alterações não sejam confundidas com fases precoces da cicatrização (até 1 ano e meio). Mais comum em pacientes de pele morena ou negra, rara em brancos, pode ser ocasionada também por exposição precoce ao Sol (menos de 6 meses)

Tratamentos

Uso de clareadores, peeling’s, ou laser realizados por dermatologista.

Quelóides

São “cicatrizes que não páram de crescer”. Existe uma produção exagerada de colágeno. São cicatrizes endurecidas que aumentam progressivamente.
Tem como característica ultrapassar as margens da cicatriz. É firme, avermelhada e muitas vezes vem acompanhada de prurido (coceira). 
Acomete mais frequentemente negros e asiáticos.
Acontece mais comumente em regiões de pele espessa como tórax (anterior e posterior), lóbulo de orelha, dorso. É considerada uma doença de pele e não tem relação com técnica cirúrgica ou esforço, mas sim com a pele do paciente.

Tratamentos

1. Curativos Compressivos
2. Placas de silicone
3. Uso de produtos tópicos e massagens
4. Cirurgia. Muitas vezes associada a outros tipos de tratamentos que visarão diminuir a recorrência do quelóide. 
5. Injeções de corticóides: São aplicadas no interior da cicatriz. 
6. Radioterapia (Betaterapia): radioterapia superficial com efeito apenas na pele. Realizada em sessões, iniciando após 24 a 48 horas após a retirada da cicatriz.

Retirada de Sinais Suspeitos de Pele

Indicação

A pele é o maior órgão do corpo humano. É dividida em duas camadas: uma externa, a epiderme, e outra interna, a derme. A pele protege o corpo contra o calor, a luz e as infecções. Ela é também responsável pela regulação da temperatura do corpo, bem como pela reserva de água, vitamina D e gordura. 
Embora o câncer de pele seja o tipo de câncer mais freqüente, correspondendo a cerca de 25% de todos os tumores malignos registrados no Brasil, quando detectado precocemente este tipo de câncer apresenta altos percentuais de cura. 
As neoplasias cutâneas estão relacionadas a alguns fatores de risco, como o químico (arsênico), a radiação ionizante, processo irritativo crônico (úlcera de Marjolin), genodermatoses (xeroderma pigmentosum etc) e principalmente à exposicão solar.
O cancer de pele é mais comum em indivíduos com mais de 40 anos sendo relativamente raro em crianças e negros, com exceção daqueles que apresentam doenças cutâneas prévias. Indivíduos de pele clara, sensível à ação dos raios solares, ou com doenças cutâneas prévias são as principais vitimas do câncer de pele. Os negros normalmente têm câncer de pele nas regiões palmares e plantares. 
Como a pele é um órgão heterogêneo, esse tipo de câncer pode apresentar neoplasias de diferentes linhagens. Os mais freqüentes são: carcinoma basocelular, responsável por 70% dos diagnósticos de câncer de pele, o carcinoma epidermóide com 25% dos casos e o melanoma, detectado em 4% dos pacientes. Felizmente o carcinoma basocelular, mais freqüente, é também o menos agressivo. Este tipo e o carcinoma epidermóide são também chamados de câncer de pele não melanoma, enquanto o melanoma e outros tipos, com origem nos melanócitos, são denominados de câncer de pele melanoma.
O carcinoma basocelular e o carcinoma epidermóide, também chamados de câncer de pele não melanoma, são os tipos de câncer de pele mais freqüentes (70% e 25%, respectivamente). Porém, apesar das altas taxas de incidência, o câncer de pele não melanoma apresenta altos índices de cura, principalmente devido à facilidade do diagnóstico precoce.

Os carcinomas basocelular são originários da epiderme e dos apêndices cutâneos acima da camada basal, como os pêlos, por exemplo. Já os carcinomas epidermóides têm origem no queratinócio da epiderme, podendo também surgir no epitélio escamoso das mucosas.
Indivíduos que trabalham com exposição direta ao sol são mais vulneráveis ao câncer de pele não melanoma. Esse tipo de câncer é mais comum em adultos, com picos de incidência por volta dos 40 anos. Porém, com a constante exposição de jovens aos raios solares, a média de idade dos pacientes vem diminuindo. 

Pessoas de pele clara, que ficam vermelhas com a exposição ao sol, estão mais sujeitas às neoplasias. A maior incidência deste tipo de câncer de pele se dá na região da cabeça e do pescoço, que são justamente os locais de exposição direta aos raios solares.

Epidemiologia

O número de casos novos de câncer de pele não melanoma estimados para o Brasil em 2008 é de 55890 casos em homens e de 59120 em mulheres, de acordo com a Estimativa de Incidência de Câncer publicada pelo INCA. Estes valores correspondem a um risco estimado de 62 casos novos a cada 100 mil homens e 60 para cada 100 mil mulheres.

Fatores de risco

A exposição excessiva ao sol é o principal fator de risco do câncer de pele. Pessoas que vivem em países tropicais como Brasil e Austrália, país com o maior registro de câncer de pele no mundo, estão mais expostos a esse tipo de doença. 
Porém, doenças cutâneas prévias, fatores irritadiços crônicos (úlcera angiodérmica e cicatriz de queimadura) e exposição a fatores químicos como o arsênico, por exemplo, também podem levar ao diagnóstico de câncer de pele. Nestes casos, a doença costuma se manifestar muitos anos depois da exposição contínua aos fatores de risco.

Prevenção

Embora o câncer de pele apresente altos índices de cura, ele também é um dos tipos que mais cresceu em número de diagnósticos nos últimos anos. A melhor maneira de evitar sua manifestação é através da prevenção. A exposição ao sol deve ser evitada no período das 10h às 16h. Mesmo durante o horário adequado é necessário utilizar a proteção adequada como: chapéu, guarda-sol, óculos escuros e filtros solares com fator de proteção 15 ou mais. 
O filtro solar ameniza alguns efeitos nocivos do sol, como as queimaduras, dando portanto uma falsa sensação de segurança. É importante lembrar que os filtros solares protegem dos raios solares, no entanto, eles não têm o objetivo de prolongar o tempo de exposição solar. Todos os filtros solares devem ser repassados a cada 30 minutos de exposição.

Sintomas

Pessoas que apresentam feridas na pele que demorem mais de quatro semanas para cicatrizar, variação na cor de sinais, manchas que coçam, ardem, descamam ou sagram, devem recorrer o mais rápido possível ao auxílio médico.

Diagnóstico

O câncer de pele não melanoma pode apresentar dois tipos de diagnóstico. O carcinoma basocelular é diagnosticado através de uma lesão (ferida ou nódulo) com uma evolução lenta. 
O carcinoma epidermóide também surge por meio de uma ferida, porém, que evolui rapidamente e vem acompanhada de secreção e de coceira. A maior gravidade do carcinoma epidermóide é devido à possibilidade que esse tipo de câncer tem de apresentar metástase.

Tratamento

Em ambos os casos, a cirurgia é o tratamento mais indicado. Porém, dependendo da extensão, o carcinoma basocelular pode também ser tratado através de medicamento tópico ou radioterapia. 
No caso do carcinoma epidermóide, o tratamento usual é feito basicamente através de procedimento cirúrgico e radioterapia.